Em mensagens, e-mails ou posts, você compõe um Sealbox num ambiente protegido, antes de tocar qualquer app de mensagem: um objeto selado que viaja como texto cifrado por qualquer canal que o comporte. O canal por onde você envia só vê a caixa selada.
O canal protege a rota. O Sealbox protege o conteúdo — inclusive em repouso, no aparelho, onde o canal termina.
Mensageiros criptografados protegem mensagens no caminho entre aparelhos. Mas a vida do conteúdo não acaba no trânsito — ele fica no endpoint, onde a proteção do mensageiro para. O Sealbox sela o texto em si, antes de qualquer canal tocá-lo, e o mantém selado em repouso atrás da sua biometria. Ele se soma a qualquer canal; nenhum canal se soma a ele. A pergunta "posso confiar minhas palavras a este app?" deixa de importar — o transporte nunca as segurou em claro. A garantia é intrínseca: como o texto sai do Sealbox já selado, ela não depende dos apps por onde você envia. É o que chamamos de soberania do texto: a proteção pertence ao próprio texto, aonde quer que ele vá.
Escopo honesto: canais geram metadados (quem, quando, quanto) — isso é domínio da rota, e nenhuma camada de conteúdo pode esconder. O Sealbox sela o que está dentro. Os limites estão detalhados abaixo, não escondidos.
Cifrar aqui não é um ajuste que você esquece — é um ato que você pratica. Você abre o Sealbox com objetivo claro de proteger um conteúdo sensível, e o que sai é um Sealbox: um objeto selado que existe por si, não uma propriedade de algum canal.
Abra o Sealbox e escreva no compositor dele — sem teclado de terceiros, ditado bloqueado por padrão, o texto fica dentro do Sealbox até você selar (com o limite do ditado feito em servidor, dito mais abaixo, e uma exceção, por desenho: a lista de rascunhos mostra, fora da camada anticaptura, a primeira linha dos rascunhos nunca cifrados com uma chave pessoal).
Escolha o contato e sele. Suas chaves só se liberam com a sua biometria (Face ID ou Touch ID). Você gerou um Sealbox — cifrado, autenticado e amarrado a quem vai ler. Por padrão em visualização única: ele abre uma vez, e a chave morre na leitura.
Compartilhe com qualquer app — WhatsApp, e-mail, um post. O canal só carrega texto cifrado.
Para ler um, selecione o bloco recebido → Compartilhar → Sealbox — ou aponte a câmera, se ele veio como QR. Para responder, a extensão deixa a resposta pronta e você abre o Sealbox à mão — o compositor abre com o destinatário já definido. Dentro do app, um toque o abre.
O Sealbox não é um amontoado de recursos. Há duas coisas que você de fato precisa — e o restante só existe porque essas duas exigem.
Sele um texto para exatamente uma pessoa e envie por qualquer canal: mensagem, e-mail, um post. Só ela abre — e, por padrão, uma vez só: em visualização única, a chave de cada mensagem morre na leitura. É o core.
Há texto sem destinatário: senhas, códigos, registros privados. Uma chave pessoal — separada, que só você tem — põe uma camada extra de proteção sobre o que você guarda nos rascunhos, aberta direto no app. Não é para cifrar e manter em outro app, onde cada leitura exige decifrar de novo — é para guardar aqui, com uma tranca mais forte.
As duas precisam de um lugar seguro para escrever e guardar o texto — e nenhuma pode morar num teclado de terceiros ou num app de notas, que é exatamente onde o texto vaza. Por isso:
No compositor do próprio Sealbox você escreve o que vai enviar selado e guarda o conteúdo que as suas chaves pessoais protegem — cifrado em repouso, atrás da sua biometria. Chamamos de rascunhos, não notas, de propósito: o Sealbox não é um app de notas. Um rascunho é texto a caminho de algum lugar, ou texto que você mantém selado de propósito — ambos precisam de um local seguro, nunca solto sem proteção.
E o 1:1 alcança uma pessoa. Quando o mesmo conteúdo precisa chegar a mais:
Entregue uma chave a quem você confia; todos que a têm leem o mesmo conteúdo selado — e escrevem nela. Sem grupo gerenciado, sem admin, sem servidor escolhendo membros — só uma chave, e a regra de todo segredo: confie em quem você compartilha.
E duas funcionalidades atravessam todas as de cima:
Troque suas chaves de operação quando quiser; a versão nova se espalha sozinha, dentro das suas próximas mensagens — sem servidor. E o tempo da chave antiga é seu: Excluir agora a apaga deste aparelho na hora.
Mensagens e rascunhos: tudo fica selado atrás da sua biometria viva. Num aparelho perdido, mesmo já desbloqueado uma vez (AFU), o conteúdo fica selado — uma garantia de engenharia, sem contorno público conhecido, e não uma prova formal.
Toda mensagem termina em algum lugar e fica ali: no aparelho, nos bancos de dados dos apps, nos backups, em cada cópia pelo caminho. É no aparelho que o texto passa a maior parte da vida — e onde está mais exposto.
Um celular perdido ou roubado que já foi desbloqueado ao menos uma vez (o estado "After First Unlock") entrega o conteúdo da maioria dos apps a ferramentas de extração de dados (como Cellebrite ou GrayKey) mesmo com a tela travada — a trava não re-sela o dado por baixo, e a proteção do canal há muito acabou. O texto está ali, em claro, esperando.
O Sealbox, em vez de confiar num canal, sela o próprio texto e prende a chave à sua biometria viva — sem recorrer ao código do aparelho, e sem manter o conteúdo acessível em segundo plano como faz quem recebe notificações. No aparelho — mesmo perdido, mesmo em AFU — o conteúdo continua selado. É uma garantia de engenharia, sem contorno público conhecido, e não uma prova formal. Cifrar o conteúdo (não o canal), o portão biométrico, o serverless, o não-receber-nada-em-background: tudo existe para tornar isso verdade.
E vale para o app inteiro — inclusive os seus rascunhos, que ficam selados em repouso atrás da sua biometria. É a diferença para um app de notas: aqui nenhum rascunho guardado fica em claro no disco. É por isso que os rascunhos existem: para entregar a segurança que o seu texto precisa — não para competir com apps de notas.
Sem limite de caracteres nesse ponto, ao contrário de uma página de loja. Esta é a parte que vale ler antes de confiar suas palavras a qualquer coisa.
Sua identidade é um pacote de seis chaves públicas — três KEMs de cifra, duas chaves de assinatura, e uma identidade-raiz composite que certifica as demais (sete no modo Hardware, que acrescenta uma chave ML-KEM-768 guardada no Secure Enclave) — gerado automaticamente quando você começa. Toda mensagem é cifrada e autenticada, amarrada ao destinatário: seu contato sabe que veio de você e era para ele. A mensagem de época e a que abre uma sessão levam a assinatura da sua identidade (encrypt-then-sign); as seguintes da sessão são autenticadas pelas chaves da própria sessão — que só vocês dois têm.
HPKE com X-Wing (híbrido X25519 + ML-KEM-768) + assinaturas ML-DSA-65 (FIPS 204). Confidencialidade e autenticidade resistem a ataques quânticos futuros — proteção contra "colher agora, decifrar depois". Payload maior (~6k caracteres no regime de época; em visualização única, ~10k na mensagem que abre a sessão e nas que saem antes da primeira resposta do contato — até dez ao todo —, depois de ~2k caracteres a ~7,5k; cabe em mensageiros, e-mail, pastebins — não em SMS).
HPKE com P-256 vivendo dentro do Secure Enclave + assinaturas Ed25519. A chave de decifra nunca chega à memória do app — o chip faz o trabalho. Payload compacto (posts curtos; em SMS, use o regime de época).
HPKE com Curve25519 + ChaCha20-Poly1305 + Ed25519 — a stack moderna em que WireGuard e age confiam; o KDF interno do HPKE segue sendo HKDF-SHA-256. Payload compacto, premissas mínimas (em SMS, use o regime de época). Uma condição, aqui e no Clássico: a mensagem para um contato que ainda está na sua chave antiga leva o certificado novo — cerca de 9 mil caracteres no Compacto — até ele responder (depois de uma atualização de chave).
Troque chaves presencialmente com um QR animado (o convite tem ~14,7 KB no modo software e ~15,9 KB com chaves de hardware — grande demais para um código só, então roda em quadros), ou compartilhe remotamente por qualquer canal. Sem servidores de chave, sem arquivos .asc, sem cerimônias de assinatura de chave.
Um convite, um contato. O pareamento é mútuo — cada lado entrega o seu pacote ao outro — e o que você entrega é um convite: a sua identidade mais chaves de abertura de uso único, assinado na hora. Cada exibição ou exportação gera um convite novo, que vale para uma pessoa só e por 30 dias: quem o usa primeiro fica com ele, e um segundo contato com o mesmo convite é recusado — pede-se um novo. São essas chaves de abertura que fazem a primeira mensagem já sair em visualização única.
Confiança no primeiro uso, com verificação. Um contato remoto funciona na hora, visivelmente marcado como "não verificado". Cada um tem o seu próprio código de segurança de 13 palavras, derivado da sua própria identidade-raiz (26 palavras no total), e os dois comparam os códigos quando for conveniente — e o marcador vira. A rotação de chave de rotina é certificada pela identidade-raiz e nunca dispara alarme falso. Uma identidade nova — mesmo com um nome que você já tem — entra como um contato novo. Se chegou à distância, fica marcado como "não verificado" até vocês compararem os códigos; lido em pessoa, já entra verificado.
É o padrão do 1:1. Entre você e cada contato o Sealbox mantém uma sessão: a cada mensagem a chave avança, e a de cada mensagem é destruída quando ela é aberta. Ler uma mensagem nunca reabre as anteriores: quem obtiver as suas chaves depois — mesmo forçando a sua biometria — encontra o presente da conversa, não o passado, salvo o texto que a pessoa guardou num rascunho (veja os limites, abaixo); a chave do que já foi lido não existe mais no app. O mesmo bloco colado de novo, até 24 horas depois de a chave ser usada, responde "Chave já usada". A primeira mensagem já leva conteúdo e já sai assim — ela usa uma chave de abertura de uso único, que veio no convite do contato e é apagada na leitura — e a cada rodada da conversa as chaves se renovam pelo KEM do modo, então a sessão também se cura de uma exposição (post-compromise security). Sem servidor: o estado vive só nos dois aparelhos, cifrado em repouso sob uma chave que troca a cada gravação.
Em qualquer ordem, com dois limites ditos. O pareamento é o setup inteiro: trocados os dois convites, uma vez, qualquer uma das 10 primeiras mensagens de uma conversa nova pode ser a primeira a ser aberta — não existe mensagem inaugural que precise chegar antes. Fora de ordem o app abre qualquer uma das próximas 10 mensagens, em qualquer ordem; mais à frente não abre a mensagem e diz quantas anteriores faltam abrir — abertas, ela abre. E uma mensagem pulada continua abrindo por até 24 horas, e só enquanto a conversa não avançar duas rodadas.
O regime de época continua, por escolha. Quando o destinatário precisa reler meses depois, desligue a visualização única naquela mensagem: ela sai no regime de época de sempre, assinada, legível enquanto as chaves existirem. Assinada à vista quer dizer também atribuível: quem tem as duas identidades públicas confere de quem é um bloco de época; em visualização única a assinatura não viaja à vista. A escolha é de quem escreve, mensagem a mensagem; quem lê vê, em cada uma, o regime que a protegeu — e o app nunca troca de regime em silêncio: se não há como abrir sessão com aquele contato, ele diz, e o regime de época só sai se você mandar.
Os limites, ditos como são. A garantia vale a partir da leitura, não do envio: o que ainda não foi lido continua legível para quem tem as chaves. Mensagens fora de ordem abrem dentro de uma janela curta (qualquer uma das próximas 10, por até 24 h); fora dela, peça o reenvio — e sem servidor não há recibo: quem envia não fica sabendo que uma mensagem foi recusada. No meio da sessão as mensagens são autenticadas pelas chaves da sessão, não pela sua assinatura: só vocês dois poderiam tê-las escrito, e nenhum dos dois prova a terceiros qual. Restaurar um backup ou trocar de aparelho recomeça as sessões do zero — nenhum backup leva o que as abre. E destruir a chave é o que a plataforma permite: memória flash não garante apagar fisicamente um resíduo — o que restar fica cifrado sob chaves presas ao Secure Enclave e à sua biometria. Ficam fora: as chaves compartilhadas (duráveis por natureza), o SMS (a abertura de sessão não cabe), o que você escolher mandar no regime de época e o texto que quem lê guarda num rascunho, onde quem enviou permitiu a cópia: a leitura destrói a chave da mensagem, não o rascunho.
O mesmo QR animado que troca chaves também carrega a mensagem selada: ligue "Gerar QR" no compositor e o Sealbox sai como código na tela; do outro lado, "Ler QR" aponta a câmera e abre — sem colar, sem rede em nenhum momento. Uma mensagem atravessa em segundos: 68 KB, medidos no aparelho, levaram três. É o que permite dois aparelhos com Sealbox funcionarem como um par fora da rede, quando é disso que o momento precisa.
E ele faz ponte, nos dois sentidos. Um bloco que chega colado e não abre neste aparelho pode ser mostrado como código: o aparelho a quem ele se destinava aponta a câmera e lê, e o aparelho do meio nunca segurou nada além de cifrado. No sentido contrário, um aparelho pode ler o convite de pareamento de alguém e repassá-lo adiante sem adicionar esse contato — é assim que um aparelho que você mantém fora da rede alcança uma pessoa que não está na sala. Cabe um selado de até 128 KiB; acima disso, ele segue como texto.
Você escreve no compositor do próprio Sealbox: o texto em claro nasce ali — sem teclado de terceiros (que pediria Acesso Total), com ditado bloqueado por padrão e previsões desligadas. O que você guarda persiste selado, e um rascunho pode ganhar a camada extra de uma chave pessoal quando você quiser. Nada sai dali até você selar. Uma exceção, por desenho: a lista de rascunhos mostra, fora da camada anticaptura, a primeira linha dos rascunhos nunca cifrados com uma chave pessoal.
Crie quantas chaves pessoais nomeadas quiser — cada uma é uma camada extra de proteção para o que você guarda nos rascunhos, com uma chave que só você tem (sem destinatário; a própria chave autentica). Criptografia autenticada committing, sem KEM e sem assinatura. Cada chave é recuperável (viaja no seu backup, migra para um novo telefone) ou presa ao aparelho (nunca sai; escolha irreversível). Apagar uma chave é crypto-shredding: tudo que ela já selou fica permanentemente ilegível, sem limpeza necessária — por inteiro na chave presa ao aparelho; a recuperável ainda abre por qualquer backup que a guarde, até esse backup deixar de existir.
Uma chave simétrica que você entrega pelo próprio canal 1:1 (dentro de uma SBX1 assinada, então o destinatário sabe de quem veio): quem a tem lê o mesmo conteúdo selado — e escreve. Não é um grupo gerenciado — sem admin, sem "remover", sem revogação. Quem tem a chave pode usá-la e repassá-la, então a regra é a de qualquer segredo: confie em quem você compartilha. Quer um conjunto diferente de leitores? Crie outra chave.
O backup vem desligado por padrão. Quando você liga, o Sealbox cifra o pacote ponta a ponta antes de tocar o seu iCloud — a Apple guarda bytes opacos. A frase de recuperação de 24 palavras (256 bits) é o único segredo que o reabre num novo aparelho — ela usa a lista de palavras do BIP-39, mas a frase é do próprio Sealbox e não é feita para importar numa carteira de hardware; deliberadamente não há senha humana, porque uma senha adivinhável reabriria a porta de força-bruta offline que a frase fecha. Depois de um restore, o contato fica "a confirmar": a mensagem assinada por ele fica retida, e o envio a ele fica bloqueado, até ele responder a um convite novo seu — o que guarda contra quem tenha a chave antiga de um contato. Se o iCloud estiver indisponível, a tela do backup mostra isso na linha de estado, e o backup manual — um arquivo cifrado pela sua frase, que você guarda onde quiser — está na mesma tela.
Rotacionar suas chaves de operação é um recomeço, caso uma tenha sido exposta: dá post-compromise security — do ponto da troca em diante, tudo volta a ser seguro (a "cura"). A chave nova chega aos contatos sozinha, dentro das suas próximas mensagens — sem servidor. Se nunca houver motivo para rotacionar, a única rotina é renovar o certificado de operação: ele vale por um ano, o app pede a renovação com uma confirmação de Face ID perto do vencimento, e o novo chega aos seus contatos dentro das suas mensagens nos 30 dias seguintes.
É o preço do serverless: sem servidor, nada empurra a atualização por você. Em troca de não depender da confiança em servidor nenhum, a distribuição viaja nas suas mensagens e a hora de rotacionar é decisão sua — responsabilidade que, num app com servidor, seria dele.
Avançado (risco elevado): rotacionar só compensa quando há motivo — suspeita de exposição, ou higiene periódica num modelo de ameaça severo. Sem ameaça a recuperar, rotacionar à toa não agrega. O que tranca o passado é apagar a chave antiga, e toda cópia dela (forward secrecy daquela época). Por padrão ela fica guardada, para os contatos te alcançarem pelas suas próximas mensagens. Mas o tempo é seu: Excluir agora a apaga deste aparelho na hora. O app lista quem ainda está na chave velha e avisa sem rodeios — o que esses contatos cifrarem a ela fica ilegível até você atualizá-los; mande uma mensagem a cada um, ela já carrega a sua chave nova.
Isto é o regime de época: aqui a forward secrecy é por época, ao apagar a chave antiga. A forward secrecy por mensagem é da visualização única (acima), que é o padrão do 1:1 — os dois regimes convivem, e a rotação serve aos dois.
As chaves de decifra ficam atrás de biometryCurrentSet — só a sua biometria atual as libera, imposto pelo próprio Secure Enclave. Deliberadamente não há recurso ao código do aparelho: um código pode ser observado, adivinhado ou coagido de formas que a biometria viva não pode. A chave do modo Clássico vive dentro do Enclave; o seu grafo de contatos (nomes, estado de confiança) é cifrado sob uma chave de metadados biométrica; e o app mantém zero logs históricos. Quando o app tranca ou vai ao segundo plano, nada do que a sua biometria abriu fica em claro na memória dele: o texto do compositor e a mensagem que você lia ficam selados, e as listas de nomes de contatos, nomes de chaves e títulos de rascunhos saem da memória; depois do Face ID elas voltam como você as deixou. Se o app fica sem toque além de um prazo, ele cobre a tela e tranca as chaves de novo, e só o Face ID o reabre; a folha de leitura da extensão não tem esse prazo — fechar a mensagem é com você. A captura também entra no desenho: o texto fica na camada que o iOS usa nos campos de senha, e uma tela de proteção deve cobri-lo enquanto uma gravação ou um espelhamento está ativo. Nos prints, não prometemos que a captura não leve o texto. Recuperação quando a biometria falha permanentemente: restaure do backup com a sua frase.
O Sealbox recusa o seu código como caminho para as chaves dele — é o parágrafo acima, e continua valendo. Mas o código do aparelho faz um trabalho que nenhum app faz por você: é ele que fica entre um telefone que saiu das suas mãos e as ferramentas de extração de dados. Tudo aqui se apoia no Secure Enclave, e o Enclave se apoia no único segredo que você mesmo escolheu.
Por que ele não é só mais uma senha. O seu código é entrelaçado com uma chave fundida naquele chip na fabricação, então cada tentativa só pode ser feita naquele telefone — a Apple calibra cada uma em cerca de 80 milissegundos. O problema não pode ser copiado para uma fazenda de GPUs nem espalhado por uma nuvem; ele corre na velocidade de um telefone só, uma tentativa por vez. O chip freia as falhas repetidas em hardware e apaga o aparelho depois de dez delas, se você pedir. É por isso que a quebra de código por força bruta não tem método público conhecido do A14 em diante.
Onde a sua escolha decide o desfecho. O único caminho documentado que passa por tudo isso é o próprio Enclave ser arrombado — ataque de nível de Estado ao silício, sem nenhuma extração pública de chave do A12 em diante apesar das tentativas contínuas da indústria de extração de dados. Suponha que aconteça mesmo assim. O freio de hardware some, e o que sobra é a aritmética do que você escolheu: seis dígitos são um milhão de possibilidades — a 80 milissegundos cada, menos de um dia. Um código alfanumérico de alta entropia não é um dia, nem uma vida inteira — a busca deixa de ser algo que alguém termina. Essa última porta fecha por aritmética, não por promessa nossa.
E ele soma com a camada que o Sealbox acrescenta. Quem sabe o seu código ainda assim não abre um Sealbox: as chaves só se soltam para a sua biometria cadastrada agora, e cadastrar um rosto ou dedo novo invalida as chaves em vez de dar acesso. Então o código defende o aparelho contra essas ferramentas; o portão biométrico defende o conteúdo contra quem tem o código; e a visualização única faz com que as mensagens já lidas não tenham mais chave alguma a ser achada. De tudo o que você pode fazer pelas garantias desta página, um código alfanumérico forte é o de maior alavancagem — nos Ajustes › Face ID e Código.
Honestidade sobre entropia: comprimento não é força. Um código que você inventou e consegue recitar carrega muito menos aleatoriedade do que a contagem de caracteres sugere, e quem quebra códigos modela exatamente como as pessoas os inventam. O que compra o teto é a aleatoriedade que você não escolheu — palavras sorteadas por dados ou por um gerador, memorizadas depois.
Backup é uma troca, nos dois sentidos. Com backup, a sua identidade sobrevive a um telefone perdido, e existe uma cópia dela. Sem backup, não existe cópia, e nada volta. Quando o risco pede o segundo, o Sealbox tem uma configuração máxima, e vale dizer exatamente o que ela compra e exatamente o que ela cobra.
O mecanismo tem nome: crypto-shredding. Destrua uma chave e tudo o que ela um dia selou fica ilegível de uma vez e para sempre, sem que o conteúdo em si seja tocado. É o mesmo mecanismo que faz apagar uma chave pessoal apagar tudo o que aquela chave protegia. A visualização única o aplica por mensagem: cada mensagem carrega a própria chave, e essa chave é destruída no instante em que a mensagem é lida.
A configuração. Mantenha a visualização única, que já é como o 1:1 se comporta. Deixe o backup desligado, que ele já está, por padrão. Defina um código alfanumérico. É toda a preparação, e cada um dos três faz um trabalho diferente.
Por que backup desligado é condição, não uma segunda camada. Destruir uma chave só produz irrecuperabilidade se toda cópia dela morrer junto. Um backup guarda uma cópia. Então backup desligado não é mais um muro ao lado do crypto-shredding — é o que faz o crypto-shredding significar alguma coisa. A outra coisa que ele faz é a que as pessoas notam primeiro: sem backup não existe pacote cifrado nenhum no seu iCloud para alguém exigir, nem frase de 24 palavras para guardar, para perder ou para ser arrancada de você. Uma classe inteira de ataque deixa de existir, por construção.
O que isso garante. O que sobra na memória flash depois de destruída uma chave é resíduo embrulhado pela hierarquia de chaves do próprio chip, e cada caminho até ele fecha por sua vez: quem força a sua biometria opera o chip em vez de quebrá-lo, e a chave de que precisaria não existe mais; quem dessolda a memória leva cifrado, porque o chip ficou para trás; quem quebra o próprio chip ainda encontra o seu código pela frente, e um de alta entropia não cede. É essa a cadeia, e os elos não têm a mesma certeza. O primeiro é garantia de engenharia, não prova formal: a chave não existe mais, então não há o que arrancar de ninguém. O segundo decorre de como o chip é construído, e a nota abaixo diz exatamente até onde isso vai. Os dois primeiros se sustentam sem o código entrar na conta; o código é o que cobre o terceiro.
O que custa — dito por inteiro. Backup desligado significa nenhuma recuperação. Perdeu o telefone, perdeu a sua identidade: os seus contatos pareiam com você de novo, do zero, e tudo o que estava naquele aparelho vai junto. Não vamos enfeitar isso. O que você compra é a ausência de uma cópia recuperável — e uma cópia recuperável é exatamente o que recuperação quer dizer. As duas coisas não podem ser verdade ao mesmo tempo, e escolher é justamente o ponto.
Onde ele para, hoje. A garantia começa na leitura, não no envio: uma mensagem que você ainda não abriu segue legível para quem tiver as chaves. Mensagens de época e rascunhos que você guarda de propósito são conteúdo que você escolheu guardar — ficam até você apagar, e o teto não cobre o que você pediu para preservar. Isso inclui o texto que o botão de copiar, no topo da leitura, guarda de uma mensagem lida em visualização única, quando quem enviou permitiu a cópia: a leitura destrói a chave da mensagem, não o rascunho. E a configuração é coisa que você ajusta à mão; o Modo cofre (mais abaixo nesta página) junta parte dela num perfil, e o gesto de pânico tritura tudo de uma vez — os dois estão no app.
Precisão honesta: contra um desbloqueio coagido, a garantia não pede nada do chip além de a chave já não existir. Contra a retirada do chip de memória, ela decorre do desenho anti-replay do chip, que a Apple não publica — por isso a afirmamos como consequência do mecanismo, forte, e não como prova.
Lida como um sistema só: cada capacidade desta página existe para governar onde o texto em claro pode existir — do momento em que nasce ao momento em que morre. E tudo isso está no app no primeiro dia — o que ainda está em construção mora na própria seção, perto do fim desta página, claramente marcada.
O texto nasce no compositor do próprio Sealbox — sem teclado de terceiros, ditado bloqueado (dá para liberar, e o bloqueio volta quando o app é fechado e aberto de novo), previsões desligadas. Nada existe antes de selar que já não esteja protegido, salvo a primeira linha de um rascunho sem chave pessoal, mostrada como título na lista de rascunhos.
Três modos criptográficos — pós-quântico por padrão, Clássico no chip, Compacto de premissas mínimas. Troque quando quiser sem perder contatos.
Uma pessoa (1:1), várias (chave compartilhada), só você (chave pessoal), ou nenhum ainda (rascunho). Essas são as audiências que o Sealbox cobre.
Pareamento por QR animado presencial, ou remoto com confiança honesta no primeiro uso; um código de segurança de 13 palavras por pessoa (26 no total) verifica a identidade. Rotação de rotina nunca dispara alarme falso.
Qualquer canal — mensageiro, e-mail, um post, SMS — ou nenhum: de tela a câmera, por QR, sem rede. O canal só carrega texto cifrado; a extensão, só de leitura, abre o que você recebe.
Selado atrás da sua biometria viva, resistente à extração em After First Unlock. Backup opcional, cifrado ponta a ponta, reaberto só pela frase de 24 palavras. Debaixo de tudo, o código do aparelho que você escolheu: alfanumérico e de alta entropia, ele fecha a última porta documentada.
No 1:1, visualização única por padrão: a chave de cada mensagem morre na leitura. Rotacione no seu ritmo; Excluir agora apaga a chave antiga deste aparelho na hora; apagar uma chave pessoal é crypto-shredding. A página de compor é efêmera — o que você não guarda, não fica — e o "Escrever" da tela inicial abre um rascunho que se guarda sozinho, selado, desde a primeira letra. Quem lê também pode guardar: se quem enviou permitiu a cópia, o botão de copiar, no topo da leitura, cria um rascunho com a mensagem.
Sem servidor — observável na rede. Threat model público que nomeia os próprios limites. O núcleo criptográfico será publicado no lançamento, para ler e compilar.
Preferimos que você entenda a ferramenta a vender uma promessa que ninguém pode cumprir. Esta mesma página vai dentro do app.
Padrões antes de invenção. Onde IETF, NIST ou Apple definem uma construção formalmente analisada, o Sealbox a adota verbatim: HPKE (RFC 9180, CryptoKit nativo) em três ciphersuites; X-Wing (prova IND-CCA revisada por pares, IACR CiC 2024); ML-DSA-65 (FIPS 204, formalmente verificado pela Apple); Ed25519 (RFC 8032). A stack honesta: primitivas via Apple CryptoKit + Argon2id via libsodium (a implementação mais auditada, só para o KDF de backup) + três implementações próprias auditáveis — o composite Ed25519+ML-DSA-65 (draft IETF), a codificação da frase de recuperação (sobre a lista de palavras do BIP-39), e um serializador canônico. Zero primitivas próprias.
Onde a escolha do hash é nossa, é Keccak. Todo hash que o próprio Sealbox decide — derivar as chaves de sessão e de cofre, a impressão digital da identidade, o código de segurança (13 palavras por pessoa), o dígito verificador da frase de recuperação — é SHA-3, não SHA-2. Não porque o SHA-2 esteja quebrado, mas porque a procedência faz parte do que você está avaliando: o SHA-3 saiu de uma competição aberta de cinco anos entre 64 candidatos, desenhado fora da agência que desenhou os antecessores dele. O SHA-2 fica só onde um padrão, ou um formato fixado pela Apple, o nomeia — dentro do HPKE (HKDF-SHA-256), no pré-hash da assinatura composta (SHA-512) e na verificação do recibo de compra assinado pela Apple (ES256, que usa SHA-256, mais uma conferência do aparelho em SHA-384) — e tirá-lo dos dois primeiros significaria abandonar as próprias construções analisadas. Então a afirmação honesta não é "nenhum SHA-2 em lugar nenhum". É que, onde o Sealbox escolhe o hash, é Keccak, e o SHA-2 só aparece onde um padrão ou a Apple o exige.
Verifique você mesmo a ausência de servidor. O Sealbox não tem backend — então a ausência de tráfego é observável. Observe o app com os relatórios de privacidade do iOS ou um proxy: operações criptográficas não fazem requisição de rede alguma. O acesso à rede do próprio app é o da Apple: a App Store (StoreKit) e o iCloud — quando você liga o backup, e quando abre Restaurar backup num aparelho novo, que pergunta ao iCloud se há um backup seu; o resto que trafega é o app que você escolheu como transporte, carregando texto cifrado. Esta página pratica a mesma disciplina: sem JavaScript, sem fontes buscadas, sem cookies — abra o inspetor de rede do seu navegador agora mesmo. O site é servido pela Cloudflare, que processa as requisições que recebe.
Não quer confiar nem no nosso código? Use o chip. No modo Clássico a chave de decifra vive dentro do Secure Enclave e nunca chega à memória do app — a mecânica roda no silício da Apple, cujo módulo de chaves a Apple submete à validação FIPS 140, com um bounty milionário e uma década da indústria de extração de dados atacando. Você confia na Apple — já confia, está segurando um iPhone — e lê o resto: a nossa parte em volta do chip será publicada no lançamento.
O que publicamos. No lançamento, o núcleo criptográfico será publicado source-available — leia, compile, verifique a cifragem você mesmo, não só aceite a nossa palavra. Junto dele, o design completo: white paper, este modelo de ameaças, e as notas de design abaixo. O que isso não prova: que o app da App Store foi compilado desse código. No iOS essa correspondência não é demonstrável — os builds não são reproduzíveis e a Apple re-assina o binário. O que se pode verificar de fora é o núcleo publicado e a ausência de servidor, observável no aparelho: as operações criptográficas não fazem requisição de rede. Núcleo + white paper — no lançamento
Cadê a auditoria independente? Não há — e o modelo de confiança não se apoia numa. Auditar o quê, é a pergunta. O Sealbox tem zero primitivas próprias: cifra e assinaturas partem do CryptoKit da Apple (com o ML-DSA formalmente verificado pela própria Apple; a assinatura composta é a nossa composição de duas delas), e o libsodium entra só no Argon2id que deriva a chave do backup — a implementação mais auditada disponível dele. A custódia das chaves de hardware ancora no Secure Enclave: silício cujo módulo de chaves a Apple submete à validação FIPS 140, e, do A12 em diante, nenhuma extração pública de chave para mostrar, apesar de uma década de ferramentas de extração (Cellebrite, NSO) atacando-o — um fato do registro público, não uma prova de inviolabilidade. O que sobra — a nossa montagem dessas partes — é exatamente o que será publicado, no lançamento, para você avaliar. É o segredo ancorado no silício da Apple e o código em volta aberto à avaliação — não a promessa de um fornecedor. Uma auditoria de terceiros sobre o núcleo publicado seria conforto adicional, não a fundação.
A escrita acontece no compositor do próprio Sealbox; a extensão só lê. Um teclado próprio precisaria de Acesso Total — vendo tudo o que você digita, em todo lugar — e o Sealbox nunca pede isso.
Não há servidor, então uma cobrança recorrente seria cobrar aluguel por nada — você fica com a ferramenta, você é dono da ferramenta. E sem servidor não há custo rodando depois do download.
Um código pode ser espiado por cima do ombro, quebrado por força bruta em hardware antigo, ou coagido em silêncio. Biometria viva imposta dentro do Secure Enclave não se espia nem se adivinha — mas pode ser forçada com o aparelho em mãos, e o modelo de ameaças diz isso. O fallback é a sua frase de recuperação — não uma tranca mais fraca.
Chaves do Secure Enclave não migram para o seu próximo iPhone. O padrão favorece a migração segura; a opção avançada prende ao chip as chaves que ele comporta: com o modo Hardware, a KEM Clássico, a assinatura de operação Quantum e a camada externa da KEM Quantum; a chave do Compacto e a identidade-raiz ficam no Keychain.
A identidade-raiz é composite em todos os modos; a assinatura da mensagem só é pós-quântica no Quantum. Forjar a sua identidade exige quebrar os dois algoritmos, não um.
Forward secrecy que depende de alguém lembrar de ligar não protege ninguém. Por isso o 1:1 nasce em visualização única, e o regime de época — para o que precisa ser relido meses depois — é uma escolha explícita de quem escreve, mensagem a mensagem. O app nunca troca de regime em silêncio.
Deliberado. O PGP traz servidores de chave, cerimônias de confiança, e formatos de pacote dos anos 1990. O Sealbox é uma ruptura limpa — mais simples de usar e de auditar.
Grátis nos 2 primeiros meses depois do lançamento: quem obtiver o desbloqueio nessa janela fica com o app completo para sempre. Depois, US$ 19,99, uma compra única, sem assinatura. Baixar o app é de graça; o que garante o app completo é obter o desbloqueio, dentro do app. Sem ele, você lê e verifica, mas não escreve.
Não é uma versão grátis com os recursos de verdade guardados: com o desbloqueio, é o app completo, com a sua própria cera — a inicial que marca quem selou um Sealbox. E de graça não quer dizer que o produto é você: o Sealbox não tem servidor (veja "Verifique você mesmo a ausência de servidor" no modelo de segurança), não tem conta, não tem telemetria. Sem assinatura. No lançamento, o núcleo criptográfico será publicado para você ler, compilar e verificar, para que você não precise aceitá-lo na fé. Toda capacidade descrita acima está no app no primeiro dia — nada disso é vendido como "em breve".
Sem formulário, sem lista, sem rastreador — é só e-mail. Se o botão não abrir o seu app de e-mail, escreva para support@sealbox.io com o assunto "Avise-me".
Em breve na App Store · iOS 26+
Em trânsito, sim — e isso vale a pena. Mas a proteção do canal termina onde o conteúdo vive: no aparelho, nos bancos de dados dos apps, nos backups, em cada cópia pelo caminho. O Sealbox sela o texto em si, então o canal nunca o segura em claro — em trânsito ou em repouso. Camada diferente, função diferente; elas se somam.
Grátis nos 2 primeiros meses depois do lançamento: quem obtiver o desbloqueio nessa janela fica com o app completo para sempre. Depois, US$ 19,99, uma compra única, sem assinatura. Baixar o app é de graça; o que garante o app completo é obter o desbloqueio, dentro do app. Sem ele, você lê e verifica, mas não escreve. Não é uma versão grátis com os recursos de verdade guardados: com o desbloqueio, é o app completo. E de graça não quer dizer que o produto é você: o Sealbox não tem servidor (veja "Verifique você mesmo a ausência de servidor" no modelo de segurança), não tem conta, não tem telemetria.
Em visualização única — o padrão do 1:1 —, não, e é esse o ponto: a chave daquela mensagem é destruída quando ela é aberta, então nem você nem quem tiver o seu aparelho a reabre; o mesmo bloco colado de novo, até 24 horas depois de a chave ser usada, responde "Chave já usada". Uma exceção, que também é de quem envia: se quem envia permitiu a cópia (o padrão é bloqueada), você pode guardar o texto num rascunho com o botão de copiar, no topo da leitura — a mensagem continua sem reabrir, mas o rascunho fica no aparelho, cifrado, como qualquer outro. Quando o conteúdo precisa ser relido depois, quem escreve desliga a visualização única naquela mensagem e ela sai no regime de época. A escolha é de quem envia, mensagem a mensagem.
Duas camadas. Quem acha o telefone bloqueado não leva as chaves: elas só se liberam para a sua biometria viva — o código do aparelho não as abre (aparelho já destrancado e biometria forçada são limites do modelo de ameaças). E você não perde a sua identidade, se o backup estiver ligado: restaure no novo aparelho com a sua frase de recuperação de 24 palavras, e a identidade, os contatos e as chaves pessoais recuperáveis voltam. Ao restaurar uma vez, seus contatos não veem nenhum alerta — a sua identidade é a mesma. A exceção é restaurar o mesmo backup uma segunda vez: as chaves que o chip gera na segunda restauração não são as da primeira, e o contato que já conhece as primeiras recusa o convite da segunda. Antes de voltar a escrever a cada um, você confirma as chaves dele: um convite seu, uma resposta dele (o app avisa quando você escreve para quem ainda falta). Feito isso, as conversas em visualização única recomeçam na próxima mensagem; o que te mandaram nelas e você ainda não tinha lido pede reenvio.
Não — e não vamos fingir o contrário. Mas pergunte o que uma auditoria cobriria: o Sealbox tem zero primitivas próprias: cifra e assinaturas partem do CryptoKit da Apple (a assinatura composta é a nossa composição de duas delas), e o libsodium entra só no Argon2id que deriva a chave do backup — a implementação do Argon2id mais auditada disponível. E a custódia das chaves de hardware ancora no Secure Enclave, cujo módulo de chaves a Apple submete à validação FIPS 140; do A12 em diante não há extração pública de chave — um fato do registro público, não uma prova de inviolabilidade. O que sobra, a nossa montagem, será publicado no lançamento, source-available, para você ler e compilar. É o segredo no silício da Apple mais código publicado, não promessa de fornecedor. Observe a rede, leia o núcleo, ou use o modo Clássico, em que a chave de decifra nunca sai do chip. O modelo de confiança não se apoia numa auditoria: uma auditoria de terceiros sobre o núcleo publicado seria conforto adicional, não a fundação.
Sim — iOS 26+ no lançamento. Ir fundo numa plataforma (Secure Enclave, CryptoKit, a folha de compartilhamento) é o que torna as propriedades de segurança reais, em vez de mínimo-denominador-comum. Outras plataformas só acontecem se mantiverem as mesmas garantias.
Nada. Sem conta, sem analytics, sem relatores de falha enviando conteúdo, sem telemetria de espécie alguma. Não há servidor do Sealbox para onde mandar nada. Este site mantém a mesma disciplina: sem cookies, sem JavaScript. Ele é servido pela Cloudflare, que processa as requisições que recebe.
Duas funções no app para quem tem mais a perder: um aparelho à parte e um apagar num gesto só. Nenhuma muda a criptografia, e nenhuma garantia desta página depende delas.
Um perfil de onboarding para um aparelho que você mantém de propósito fora da rede: backup desligado por padrão (ligar o Modo cofre desliga o backup automático), "Gerar QR" ligado por padrão no compositor e "Ler QR" a um toque da tela inicial; colar continua funcionando. Reduz o perímetro àquele aparelho dedicado — não torna nenhum aparelho imune, e a criptografia por baixo não muda.
O gesto de pânico tritura tudo de uma vez. O que ele não faz, dito já: só pede ao iCloud que apague o backup que este aparelho enviou — offline, ou com a rede lenta, o backup sobrevive e abre com a sua frase, e depois de "Apagar identidade" a cópia da vida anterior fica; e o que outro aparelho já recebeu não volta. Se você nunca ligou o backup, o gesto nem chega ao iCloud. Conte com ele com o aparelho desbloqueado. A janela de retenção fica nos Ajustes — desligada, 7 dias ou 24 horas: ela apaga rascunhos que passaram do prazo na primeira vez que o app ou a extensão abre depois dele, e chaves antigas quando o app é aberto do zero e antes de qualquer decifra, sempre depois da sua biometria, e as conversas de visualização única sem uso além da janela são encerradas; o custo é que uma mensagem de época cifrada para uma chave que já saiu não abre mais; ligá-la desliga o backup automático, o backup manual é recusado enquanto ela está ligada, e o app avisa que os backups que você exportou antes guardam as chaves e os rascunhos daquele momento — só você os apaga. O gesto existe para a mesma pessoa para quem o Modo cofre existe. Não muda a criptografia, e nenhuma garantia desta página depende dele.